quinta-feira, 3 de julho de 2008

Muito estranho

Andrei Arshavin, camisa 10 da Rússia na Euro 2008, uma das estrelas do torneio, parece ter sido vendido ao Chelsea por 12 milhões de libras - algo em torno de 38 milhões de reais.

Foi o que publicou o site GloboEsporte.com, citando uma matéria do "news.ru", veículo de informação russo.

Clique aqui para ver a matéria

Ora, se isto se confirmar, seria a desvalorização mais rápida da história do futebol. Quando o Barcelona demonstrou sua intenção de contar com o "Zico russo" - apelido exagerado que inventaram para o Arshavin -, o seu clube, o Zenit, disse que só o liberaria se recebesse 20 milhões de euros (algo perto dos 50 milhões de reais), além de - pasmem! - o passe de Lionel Messi.

Confira a matéria da contra-proposta dos russos ao Barça

É isso, ou então "o poder de convencimento" do Abramovich é muito grande.

O clube tantas vezes campeão

O resultado foi injusto. O Fluminense foi superior a LDU o jogo inteiro, e merecia melhor sorte. Thiago Neves fez uma ótima partida. Digna de um jogador que veste a camisa 10 do clube das Laranjeiras, que já foi, dentro outros, de Rivellino.

Pressionou o time equatoriano desde o início, impondo o seu ritmo de jogo. Colocou o adversário "na roda", e soube aproveitar a vantagem técnica que o seu elenco possui. Três gols foram realmente muito pouco.

Mas pecou em alguns momentos também. A defesa esteve muito mal. Thiago Silva é um jovem zagueiro de grande futuro, mas, principalmente nestas duas partidas da final, esteve abaixo da crítica. Precisa voltar a pensar em jogar futebol, e menos nas especulações quanto ao seu futuro.

Outro que não esteve bem foi o Ygor. Muito mal na marcação, principalmente no início da partida, quando a LDU se aproveitou da distração tricolor e abriu o placar.

Mas nada disso diminuiu o brilho da partida. Arouca, um leão no meio, principalmente no segundo tempo, dava alguma estabilidade - a mínima - que os armadores necessitavam para jogar e criar opções ofensivas.

A participação dos alas tricolores foi indispensável. Tanto Gabriel, quanto Júnior César, estiveram excelentes. Principalmente este último, que já merece, há tempos, uma convocação do Dunga. O pior para o Flu é que ele tem contrato até dezembro deste ano. Pode sair sem render um real sequer aos cofres.

Mas o Fluminense, mesmo com tudo isso, acabou perdendo nos pênaltis. Mais do que injusto, foi um pecado contra os deuses do futebol. Pelo toque de bola refinado do Thiago Neves e do Conca, pela habilidade e velocidade do Júnior César e do Gabriel, pelo equilíbrio técnico e tático do Arouca, o Flu merecia o título.

Foi a melhor equipe da Libertadores. Até a partida final, tinha em torno de 80% de aproveitamento dos pontos disputados. Um dos melhores ataques da competição.

A LDU é uma boa equipe, mas muito limitada. Tem bons jogadores, como Bolaños e Guerrón, que se destacam principalmente pela preparação física. Embora tenham alguma habilidade, não são craques. Mas o futebol, assim como a vida em geral, não é justo. E eles foram os campeões.

Evidentemente, isto não faz do Fluminense um clube "menos grande". O torcedor pode e deve continuar gritando, que é "do clube tantas vezes campeão". E é assim que a grandeza é construída. Não com temporadas e momentos passageiros, mas com constância de qualidade.

E daí que o Fluminense não tem a Libertadores? Ainda merece muito respeito. Na verdade, o azar é da própria competição, que deixa de ter um campeão de qualidade, digno de representar o troféu contra o vencedor da Champions. O tricolor é 30 vezes campeão estadual, tendo disputado finais inesquecíveis. Ganhou o campeonato brasileiro em 1984. Vestiram o manto tricolor, entre outros craques, Tim, Telê Santana, Castilho, o mestre Didi, o maestro Gérson, o capitão Carlos Alberto Torres, Roberto Rivellino, Assis, Branco, e o próprio treinador, Renato Gaúcho.

Que o torcedor tricolor não abaixe a cabeça. Chorar é inevitável. Não é todo dia que se disputa um título desta magnitude. Não é todo dia que se está à um gol da glória. Mas vale dizer que o tricolor não caiu. Morreu dignamente, lutando.

Nas palavras de Nelson Rodrigues: "Eu vos digo que o melhor time é o Fluminense. E podem me dizer que os fatos provam o contrário, que eu vos respondo: pior para os fatos".

...

Apenas mais dois comentários: na metade do segundo tempo, quando ainda pensava que o Flu pudesse levar a partida no tempo regulamentar, comecei a escrever este "post" na minha cabeça. E algumas coisas surgiram na minha mente, as quais gostaria de expressar.

Em primeiro lugar, sobre o Fernando Henrique. Gostaria que ele tivesse sido campeão. Tornaria esta crítica muito mais fácil. Na derrota, as pessoas tendem a achar que toda crítica é uma caça às bruxas. Mas a verdade é uma só. FH fez uma ótima Libertadores. Fez, inclusive, uma ótima final. Mas não é goleiro para o Fluminense. E faço esta crítica no seu melhor momento, para não dizerem que me aproveito de uma má fase. O clube das Laranjeiras precisa de um arqueiro que proporcione maior confiança.

Em segundo lugar, a diretoria deve ter calma e paciência neste momento, respirar fundo, "colocar a bola no chão" e começar a pensar no Brasileiro. As próximas três rodadas são favoráveis para que o tricolor saia da zona do rebaixamento. Mas precisa se recuperar logo desta derrota. E fazer o possível para negociar o mínimo do time.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Rapidinhas


O Ibson deve ficar. Até o final da tarde, o Kléber Leite pode anunciar a aquisição dos direitos federativos do jogador, numa negociação em que estão envolvidos outros atletas do rubro-negro. Entre eles, o meia Fellype Gabriel, que fez muito sucesso jogando por empréstimo lá em Portugal.

Ibson é o vice-artilheiro do Flamengo no Brasileirão, com 4 gols marcados. Está atrás somente do Marcinho, com 5. É também, um dos que mais desarmes efetuou pela equipe. São 14 no total.

Vamos todos cantar de coração

Hoje, dia 1º de julho de 2008, o Clube de Regatas Vasco da Gama escreve mais um capítulo na sua brilhante história. O Clube, que na década de 20 marcou forte posição na luta contra o racismo, ao recusar-se a atender as exigências dos dirigentes do futebol carioca que queriam a exclusão dos jogadores negros do elenco cruzmaltino, mais uma vez mostra-se aliado à democracia.

Toma posse nesta terça-feira, como novo presidente do Vasco, o maior artilheiro da sua história. Carlos Roberto de Oliveira, o Roberto "Dinamite", aos 54 anos, assume a responsabilidade de conduzir o glorioso time da Colina à novos tempos. Mais do que acabar com um jejum de 5 anos sem títulos, Dinamite tem a responsabilidade de devolver a credibilidade a um clube que, durante muitos anos, foi sinônimo de tudo o que há de mais amador e desonesto no futebol.

Roberto não é um messias. A sua eleição não vai transformar o clube numa potência de nível europeu, até porque existem entraves econômicos inerentes à própria realidade política brasileira. E esse é um debate que ultrapassa em muito a importância do futebol. Existe um risco do torcedor esperar do Dinamite alguns milagres e se decepcionar. Existe o risco do torcedor comparar as campanhas de times montados pelo Eurico, com times que o Dinamite poderá ou não montar.

É um risco, porque isto não é o mais importante. Importa que o Vasco da Gama passará a ser representado de forma ainda mais integrada com o mundo do futebol globalizado. Que, sem dúvidas, passará a defender os interesses daquela parcela da população interessada num espetáculo organizado. Mas o torcedor mediano não liga muito para a administração do seu clube. E pode acabar dizendo a besteira, de que Eurico deixa saudades. Não há nada mais mentiroso.

Basta lembrar do caso da parceria entre Vasco e National Bank, no final dos anos 90. Muito pouco se produziu de todo aquele investimento. Embora o futebol tenha sido vitorioso em alguns campeonatos, o patrimônio do clube de São Januário não recebeu nenhuma adição considerável. Títulos são muito importantes, mas não são tudo. É preciso saber investir de forma sustentada, para que a grandeza se perpetue durante muitas gerações, e não fique contida à uma única equipe, de uma época específica.

Isso sem falar em outras polêmicas lideradas pelo Eurico, muito prejudiciais para a imagem do clube. Como foi o caso da final da Copa João Havelange, em 2000. Quantas vezes se disse, antes daquele jogo, que o estádio de São Januário não era indicado para a realização de um evento daquela magnitude? O resultado desta negligência (para dizer o mínimo) todos nós sabemos. O próprio Dinamite, ídolo do Vasco, foi proibido de entrar no clube! Nada mais "coronelista"...

Roberto Dinamite, como presidente, tem direito de não conseguir resultados expressivos. Tem direito de não saber gerir da melhor forma o clube. Tem direito de errar em muitas coisas. Talvez o único direito que não lhe seja dado, é o de ser desonesto e autoritário. Isto porque ele foi eleito como defensor de uma ideologia diametralmente oposta a esta. Precisa ser responsável com as finanças do clube, afastá-lo de parcerias "mágicas" que prometem transformar o Vasco da noite para o dia, beneficiar o clube ao invés de um determinado grupo de pessoas, privilegiar o grupo de jogadores ao invés de dois ou três com quem o Vasco tem dívidas financeiras...

Como torcedor do Flamengo, nunca alimentei a rivalidade frívola que alguns criaram. E fico muito feliz por perceber que "o nosso Vasco" - porque eu também sou brasileiro, e também sou fluminense - mais uma vez está livre. Até para cometer novos erros, para receber novas críticas. Desejo que esta democracia persista durante muito tempo, e que, novamente, o clube possa conquistar a simpatia daqueles que gostam do futebol brasileiro como um espetáculo.



segunda-feira, 30 de junho de 2008

Euro 2008 - Seleção do campeonato

Na minha opinião, esta é a seleção da Euro 2008.

Como eu sempre digo, fiquem à vontade para criticar, mas o façam com respeito.

GOLEIRO: GIANLUIGI BUFFON

LATERAL DIREITO: SERGIO RAMOS
ZAGUEIROS: GIORGIO CHIELLINI E JORIS MATHIJSEN
LATERAL ESQUERDO: ZIRKHOV

CABEÇA DE ÁREA: MARCOS SENNA
VOLANTES: XAVI E CÉSC FÁBREGAS
MEIA: DECO

ATACANTES: FERNANDO TORRES E DAVID VILLA

TÉCNICO: GUUS HIDDINK